She cultivates a taste for small pleasures: dipping her hand into sacks of grain, cracking crème brûlée with a teaspoon, and skipping stones at St. Martin’s Canal.

Na imagem acima, artigos brasileiros, da USP, sobre câncer foram projetados utilizando-se em (a) um algoritmo que tende a agrupar vértices muito conectados e em (b), (c), (d) e (e) um algoritmo que tende a distribuir os vértices o máximo possível e com poucos cruzamentos de arestas. A imagem (c) foi feita por meio de um recorte da rede mais conexa de (b).
Por círculos são representados os artigos, as cores representam o ano de publicação e as conexões indicam que há autor(es) em comum. Em (e), são exibidos artigos publicados entre 1976 e 200. Em (d), são exibidos artigos publicados entre 1976 e 2007. Em (c), são exibidos todos os artigos utilizados em (d) e (e), considerando o período completo (1976 a 2010).
A partir de 2007, houve um crescimento muito grande de publicações, o que é facilmente percebido em (d) - os artigos mais antigos, de cor clara, foram quase escondidos totalmente pelos artigos mais recentes (cores quentes).
Na verdade, isso pode ser observado logo em (a), em que as cores quentes são as mais presentes na imagem. Em (b), pode-se observar que os artigos mais antigos não possuem muitas ligações com artigos mais recentes; evidenciando uma falta de interação entre autores ou a parada de publicação em anos posteriores.
O aumento de artigos científicos nos últimos anos pode ser explicado por dois possíveis fatores: houve realmente um aumento de publicações ou houve a inclusão de revistas brasileiras num contexto internacional (http://bit.ly/4wIBY). Já que os dados foram coletados do ISI Web of Knowledge.
Com certeza ambos os fatores tiveram impacto para o aumento de publicações, principalmente a inclusão das revistas brasileiras. Outro detalhe é que, com a inclusão dessas revistas, o número de artigos em português aumentou. Agora, se isso é um bom indicativo ou um ruim, se os artigos em português podem ser de grande impacto ou não, cabe a um especialista afirmar.
Um documento publicado por alguém e com acesso gratuito pode ter seus direitos autorais pertencentes a uma editora ou ao autor.
A partir dessa definição é que nasce a ideia, e movimento, do livre, do free (as freedom), pois os direitos autorais impedem a disponibilidade livre na internet. Ou seja, busca-se uma forma de se ter acesso às informações de tal forma que se possa ler, copiar, distribuir, informar o endereço eletrônico de onde se encontra o documento completo ou utilizar o documento de qualquer outra maneira legal; a única restrição, e obrigatória, é a de se manter as informações de autoria [1].
Uma alternativa para que deixem seus documentos mais acessíveis é o uso de Creative Commons [2]. Com esse tipo de licença, o autor pode liberar a comercialização ou proibi-la, permitir que outros editem sua obra ou não, entre outras possibilidades. Um exemplo de licença pode ser visto neste endereço: http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/br/.
O termo free gera confusão, pois é muitas vezes entendido como ser apenas gratuito (free). Por isso, o acesso livre ao documento é chamado de open acess, que não apenas é gratuito mas atende aos requisitos descritos acima.
Esse movimento ganhou forças com a crise do periódico acadêmico na década de 90, período em que a WWW (que proveria acesso de baixo custo) começou a crescer muito, pois cada vez mais eles eram mais especializados e, então, possuíam cada vez menos público (clientes). Assim, o movimento luta para que os governos apoiem a causa, provendo recursos para disponibilizar sua produção científica de forma livre ou no mínimo gratuita e diminuindo o chamado fenômeno “ciência perdida” [3].
No Brasil, um exemplo de iniciativa é o sistema Scielo, que possui metodologia para publicar, garantir a preservação e prover livre acesso ao texto completo dos periódicos [4].
Um sistema de artigos mais gerais, parecido com a WikiPédia, é o Google Knol (http://knol.google.com/, http://www.youtube.com/watch?v=S1IoBkF97A4). Nele, cada artigo, diferentemente da Wiki, possui um ou mais autores (identificados e donos do artigo). Cada artigo possui uma licença (Creative Commons ou Copy Right), pode ter colaboradores (conforme configurações do artigo), pode ser revisado por outras pessoas (que medem o nível de confiança do artigo por meio de vários fatores) e também possui um sistema de pontuação (quantas estrelas o leitor dá ao artigo), algo mais informal que a revisão.
Outras informações sobre acesso livre são encontradas nos sites abaixo:
Copyright Issues in Open Access Research Journals: http://www.dlib.org/dlib/february06/vandergraaf/02vandergraaf.html
Comparing the Impact of Open Access (OA) vs. Non-OA Articles in the Same Journals: http://www.dlib.org/dlib/june04/harnad/06harnad.html
Open Access Now: http://www.biomedcentral.com/openaccess/
BioMed Central: http://www.biomedcentral.com/
PubMed Central (PMC): http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/
= Referências =
[1] Budapest Open Access Initiative: Frequently Asked Questions. Link: http://www.earlham.edu/~peters/fos/boaifaq.htm#openaccess
[2] Ceative Commons - Brasil. Link: http://www.creativecommons.org.br/
[3] Sobre Scielo. Link: http://www.scielo.org/php/level.php?lang=pt&component=56&item=1
[4] Livre acesso à publicação acadêmica - Teodora Marly Gama das Neves. Link: http://www.scielo.br/pdf/ci/v33n3/a14v33n3.pdf
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